O bom garfo

terça-feira, 26 de maio de 2009 - 0 Comentários


Depois disso, todo hot-dog, yakissoba ou milho verde será infinitamente sem graça. Os coreanos de Seul comem batatas que são transformadas em espirais e depois fritas num palito, em forma de tornado. Em termos de gosto, é o mais conservador que você pode esperar das ruas da Coreia. Saiba mais aqui.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

segunda-feira, 25 de maio de 2009 - 3 Comentários


Belém, defenda seu tacacá! Salvador, quero acarajé! Estou à caça das melhores comidas de rua do Brasil. Quero suas dicas.

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]


Perto da minha casa, na esquina da avenida Sumaré com a rua Caiubi, existe há algum tempo uma Kombi que para quase todas as noites nas vagas de uma loja de lingerie e atrai bastante gente para comer. Dogueiro? Não, dava para ver que era macarrão. Uma noite, vi que alguém estava tomando vinho enquanto jantava na mesinha improvisada de metal. Avisei o povo da redação, e o Rolando Massinha foi parar na VIP de junho. E eu ainda não tinha ido lá.
Fui na semana passada. A Kombi cozinha uns dez tipos de massa, que já vêm pré-cozidas do fornecedor. Fui no nhoque para não comer macarrão molenga. Dos três molhos, a moça que cuidava das panelas me falou que o mais popular era o bolonhesa com calabresa -- os outros dois eram sugo e quatro queijos. Aceitei a sugestão meio a contragosto. Pedi um vinhozinho chileno bem básico numa tacinha de plástico mais básica ainda. E me acomodei numa banqueta de plástico pára esperar.
A massa do nhoque é OK, assim como o molho, mais gororoba na teoria que na prática. Não é pior do que as redes de massa que você vê nos shoppings, mas também não é muito melhor. Só fique longe do queijo ralado, que já vem processado em grandes sacos e tem cheiro de sabão. A conta, R$ 10 da massa mais R$ 7 do vinho. Voltei para casa caminhando e satisfeito.

Rolando Massinha
Av. Sumaré, 1089, esquina da r. Caiubi, Perdizes, São Paulo
Tel.: (11) 9827-9797

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 20 de maio de 2009 - 21 Comentários

Diga você.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


A revista GQ americana, na edição que tem o ator Christian Bale na capa, traz também um artigo em que o jornalista Alan Richman elege as 25 melhores pizzas dos Estados Unidos. A matéria é longa, exige fôlego mesmo de quem ama pizza e está acostumado a ler em inglês. Três pontos a destacar:
  1. Richman quer polemizar dizendo que a pizza americana é muito melhor que a italiana (e que mussarela de búfala e aliche são as duas piores coberturas possíveis). Esse é o argumento central da matéria e influi na elaboração da lista, já que muitos lugares que fazem pizza à moda napolitana foram excluídos ou mal-avaliados. Compra quem quer.
  2. Richman comeu 386 pizzas em 109 pizzarias. Uau.
  3. Nova York, tida como o éden das pizzas americanas, perdeu o caneco para a pizza de mortadela (foto) da Great Lake Pizza, de Chicago.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


Enquanto uns consideram o Las Lilas a melhor carne de BA, há quem diga que bom mesmo é o La Cabrera, em Palermo. Fui testar.
Como você pode ver, o ojo de bife é um monstro de grande. O garçom (figura antipática, aliás) disse que pesava 900 gramas. E o restaurante tem uma enorme vantagem: junto com a carne chegam à mesa uns 10 ou 12 potinhos com mini-acompanhamentos: palmito, molho de tomate, alcachofra, berinjela... Esqueça a batata frita.
Excelente carne em ambiente informal e simpático, com exceção do garçom que atirou o cartão de crédito na mesa dizendo que havia sido recusado (horas mais tarde, soube que houve uma pane mundial no sistema da Visa).
A carne do Las Lilas é melhor.

La Cabrera
Cabrera, 5099, Palermo Viejo, Buenos Aires, Argentina.
Tel.: +5411 4831-7002

Palermo Viejo

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

terça-feira, 19 de maio de 2009 - 1 Comentários


Butter Water: 90% mais manteiga que a água mineral normal.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

quinta-feira, 14 de maio de 2009 - 0 Comentários

Cada lugar tem sua esquisitice quando o assunto é pizza. O Brasil tem o abuso de catupiry e o hábito de usar ketchup, maionese e mostarda à mesa. Na Ásia, o que pega são as bordas recheadas de camarão e outras coisas. Nos Estados Unidos, ah, lá tem de tudo. Até pizza de bicoito recheado.
A esquistice mais tradicional da Argentina é o fainá (foto abaixo), massa de farinha de grão de bico que deve ser colocada sobre a fatia de pizza, fechando o sanduíche. É uma coisa que está sumindo, só existe nos lugares old school, como o El Cuartito, na Recoleta. Não é ruim, dá para dizer que é bom, mas fica melhor sem pizza. E, não surpreendentemente, a pizza fica melhor sem a fainá.
Fainá à parte, a pizza do El Cuartita, feita em fornos de gás, é deliciosa. Lá eles preparam outra marca registrada das pizzas argentinas, a fugazzeta -- sem molho, com queijo e cebola (e, neste, caso, presunto). A napolitana (foto abaixo, com mussarela, tomate, alho e salsinha), é inesquecível). Tudo com gosto de pizza caseira, ingredientes ótimos e massa especialmente bem-feita. O melhor é o ambiente de bodegón portenho. Só que nisso é assunto para outro post.
E você, qual é a pizza mais estranha que já encarou?

El Cuartito
Talcahuano 937, Buenos Aires
tel. +5411 4816-1758

Marcadores: , , ,

Assinar
Postagens [Atom]


Vem da Índia, assim como a recordista de comer pimentas. Divirtam-se.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 13 de maio de 2009 - 0 Comentários


Acabo de voltar de três dias em Buenos Aires, três dias que passei a bife e vinho.
Assim que cheguei, fui a Puerto Madero para finalmente conferir a parrilla do Cabaña Las Lilas. Da última vez que havia passado por lá, cheguei a entrar no restaurante e desisti de comer, por dois motivos: é caro para os padrões portenhos e lembra demais o Rubaiyat, de São Paulo, que é sócio do local. Ir a restaurante brasileiro, pensei na época, vou no Brasil.

Mas reconsiderei, já que uma boa parte da imprensa local e dos guias internacionais considera a Las Lilas a melhor carne de BA. O sócio de Belarmino Iglesias é um dos mais conceituados pecuaristas do país que produz a melhor carne do mundo.

A recepção, bem ao estilo Rubaiyat, já mostrava que estava diante de um nível de serviço incomum em Buenos Aires ou São Paulo. Como fazia questão de uma mesa no terraço, me encaminharam ao bar, onde foram servido champanhe de cortesia. Ao sentar, o couvert (foto) era quase igual ao do irmão brasileiro. Lá estava eu, duas horas depois de chegar do Brasil, a comer pão de queijo na Argentina. Pão de queijo que, diga-se, era bem pior que o daqui. A mussarela de búfala também não era tão boa, mas o resto do couvert era sensacional.

Quando chegou a carne, um ojo de bife con papas a provenzal (fritas com alho e salsinha -- e atenção para a vaquinha vermelha), percebi por que Iglesias fez sucesso ensinando o Pai-Nosso ao vigário. A gordura, que normalmente sobra no prato, foi devorada inteirinha. O bife, pedido ao ponto para malpassado, veio ao ponto para bem-passado, mas isso não chegou a comprometer o almoço.
Para terminar, mais uma cortesia da casa: grappa e licor lemoncello caseiros. A conta deu o equivalente a R$ 160 com vinho, para dois. Uma enormidade para Buenos Aires, mas uma pechincha para o Rubaiyat.

Cabaña Las Lilas
Avenida Alicia Moreau de Justo, 516, Puerto Madero, Buenos Aires
tel.: +5411 4313-1336

Marcadores: , ,

Assinar
Postagens [Atom]

quarta-feira, 6 de maio de 2009 - 1 Comentários


Isso mesmo, frango inteiro enlatado. Existe, onde mais?, nos Estados Unidos. Post emprestado do blog I Hate My Message Board. Quer ver que o que tem na lata? Quer mesmo? Então clique aqui e não reclame depois.
Atualização: há um outro post sobre miolos suínos em molho de leite, mas deste eu não tive coragem de publicar a imagem.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]


Morram de inveja, torcedores do Brasil. O estádio do New York Yankees inaugurou uma praça de alimentação com dezenas de quisosques que vendem desde comida mexicana atá vegetais orgânicos. O blog Serious Eats resenhou muito seriamente as lanchonetes: leia aqui, em inglês. A foto é de um sanduíche de rosbife do Lobel's, um tradicionalíssimo açougue nova-iorquino que montou um posto avançado na casa do tradicionalíssimo time de beisebol do Bronx. O que poderia concorrer com isso nos nossos estádios? O Habib's do Morumbi? O feijão-tropeiro do Mineirão?

Marcadores:

Assinar
Postagens [Atom]

A Casa Belfiore, na Barra Funda, era um bar de rock bem bacana que reunia os modernos da Folha de S.Paulo, lá perto, e os amigos igualmente modernos deles. O hambúrguer era ótimo, mas definitivamente não era essa a vocação do lugar. O bar foi ficando cada vez mais cheio, com som cada vez mais alto e uma concentração de fumaça tão grande que ninguém mais se preocupava em comer. Foi quando os sócios decidiram mudar a festa para um galpão a poucos quarteirões dali -- nascia o CB, que fez um enorme sucesso como balada com música ao vivo. Os hambúrgueres foram para a casa nova, e o velho Belfiore, com a cozinha no comando do sócio Diego Belda, resolveu tentar voos mais ousados na gastronomia. Virou um lugar sossegado, mas sem os deliciosos hambúgueres que lhe deram a fama.
Tudo isso para dizer que os sócios do CB perceberam que ninguém queria comer na balada e mandaram os burgers de volta para a nave-mãe. Graças a Deus. Acabei de sair de lá, onde comi um espetacular hambúguer ao molho béarnaise (de ovos, manteiga e estragão) com as boas e velhas batatas fritas com casca. Além de outros hambúrgueres igualmente chiques (all'arrabiata e caprese, só para ficar na seção italiana), o cardápio reformulado tem filés clássicos, saladas e petiscos (chamados "bocadilhos") criativos que vão ficar para uma próxima visita. Ou não, porque eu acabo sempre no hambúrguer.
Casa Belfiore
Rua Sousa Lima, 67, São Paulo
Tel. (11) 3822-1364

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]

Publicidade